A diversão e o resgate cultural integraram as comunidades rurais de Santa Rosa, na Vila Sete de Setembro, neste sábado (17/06). A Festa Junina foi marcada por diversas brincadeiras como a Barraca do Bigode, adivinhações, Barraca do Beijo, venda de pirulitos que credenciaram ao sorteio de torta, tenda dos presentes, jogo da lata, pescaria, entre outros.
Confira como foi nos registros de alunos-repórteres da Cooperinfo Rural.
segunda-feira, 17 de junho de 2019
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Marcha das Margaridas – a história da mulher agricultora
A Marcha das Margaridas é um
movimento pelo direito das mulheres agricultoras que acontece desde o ano 2000,
em Brasília. A Marcha leva este nome em homenagem à agricultora Margarida
Alves. É organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag)
em conjunto com entidades parceiras e foi o maior movimento nacional de
mulheres já realizado na história do país.
Nesta edição, ouvimos o
relato de Ortenila Rocha da Rosa (foto) sobre seu engajamento com a
Marcha das Margaridas, que reflete também em diversas ações ao longo do
ano. Ortenila tem 65 anos e nasceu em
Rincão dos Rocha, interior de Santa Rosa.
Aluna-repórter
Luiza: Há quanto tempo a senhora participa da Marcha das Margaridas?
Ortenila:
Faz
uns 15 anos mais ou menos. Já fui três vezes.
Aluna-repórter
Luiza: Como foi?
Ortenila:
A
marcha era muito complicada para as pessoas, quando nós estávamos marchando, já
há uns quatro quilômetros caminhando, nós perdemos duas companheiras, mas não
eram aqui de Santa Rosa. Uma era do Paraná, a outra eu não sei de onde era.
Elas tiveram um infarto, as coitadas caíram mortas no chão. Uma ainda estava
falando, mas chegou a ambulância e ela morreu. Mas nós sofremos muito, porque
nós não queremos ver acontecer de novo o que aconteceu com a Margarida Alves.
Aluna-repórter
Luiza: Ela foi assassinada, certo?
Ortenila:
Sim,
ela foi assassinada. Fecharam ela dentro de uma casa e colocaram fogo. Isso foi
muito triste e a gente queria que isso não acontecesse de novo. Estão fazendo
muita coisa errada para as mulheres, como a gente tá vendo na televisão, tá
continuando a injustiça. Ninguém toma uma providência e isso tá doendo muito no
coração da gente vê essas coisas que estão acontecendo contra as mulheres.
Aluna-repórter
Luiza: A senhora ou o seu marido chegaram a conhecer a Margarida Alves?
Ortenila:
Não,
a gente não conheceu ela, só vimos por foto e na televisão.
Aluna-repórter
Luiza: Qual o objetivo da Marcha?
Ortenila:
Foi
começada a marcha pra nós vencermos a nossa luta da agricultura, que nós não
tínhamos direito, minha mãe principalmente, ela não tinha direito na
aposentadoria da agricultura, ela teve que trabalhar até o fim da vida para
poder sobreviver e era muito difícil porque ela tinha 14 filhos. Aí, como
aconteceu aquilo com a Margarida Alves, o nosso Sindicato dos Trabalhadores
Rurais criou essa Marcha das Margaridas, pra nós conquistarmos nossos direitos.
E tão querendo tirar os nossos direitos porque já mexeram no nosso salário e
tão querendo mexer de novo, isso é muito doído pra nós, eu que sou doente,
tenho platina na coluna não tenho mais como trabalhar.
Aluna-repórter
Luiza: Qual é a sensação de estar lá?
Ortenila:
A
sensação de estar lá é muito boa, porque a gente conhece pessoas diferentes, a
gente conversa, a gente faz planos, mas a gente também vê coisas que Deus defenda. Às vezes são sensações boas,
mas às vezes são sensações muito ruins, porque vem aquela dor no peito de ver
aqueles pobres próximos deitados no chão, passando necessidade, isso não
deveria ter no nosso mundo.
Aluna-repórter
Luiza: Como funciona a Marcha?
Ortenila:
O
Sindicato nos dá muito apoio nisso, eles dão o ônibus, dão a comida pra nós. A
única coisa que a gente paga lá é o hotel, mas conforme tá o sindicato de recursos
eles nos dão o hotel também. Mas lá a gente tem que comer pouco pra não gastar
muito dinheiro porque vai dinheiro lá (risadas).
A Marcha das Margaridas é um
movimento muito importante para mostrar a força das mulheres agricultoras e
para conquistar o seu lugar de direito na sociedade.
Reportagem e fotos: Aluna-repórter
Luiza Ribeiro da Rosa
Aedes Aegypti
A atenção ao mosquito que transmite
dengue, febre chikungunya e Zika Vírus deve ser voltada ao meio urbano e rural
Por alunas-repórteres
Paola Kissler Knaesel e Keren Dayana de Oliveira da Silva
A
transmissão de doenças como a dengue, febre chikungunya e Zika Vírus se dá pela
picada do mosquito Aedes Aegypti. Quando esse mosquito pica uma pessoa contaminada
com o vírus da dengue, por exemplo, irá transmiti-lo durante toda sua vida para
pessoas que irá picar depois.
A transmissão da dengue
raramente ocorre em temperatura abaixo de 16ºC, sendo que a temperatura mais
favorável gira em torno de 30° a 32°C. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas
(lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve.
Alguns sintomas da
dengue são febre alta com início súbito, repentinamente se está com febre entre
39° a 40°C; forte dor de cabeça; dor
atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; manchas e erupções na
pele, pelo corpo todo, normalmente com coceiras; extremo cansaço; moleza e dor
no corpo; muitas dores nos ossos e articulações; náuseas e vômitos. Assim como
se pode apresentar todos os sintomas, também pode ocorrer que apareçam apenas
alguns.
Diante disso valem
algumas dicas para prevenir a dengue: evitar o acúmulo de água em pneus; manter
as garrafas de cabeça para baixo; colocar areia nos vasos de plantas, pois
quando regadas a água se acumula nas
bandejas; esteja sempre consciente de que seu lixo está no lugar; manter os
ralos fechados e desinfetados; limpar as calhas retirando as folhas para que não
acumulem a água e manter piscinas e
aquários limpos e tratados.
![]() |
| Aedes Aegypti |
O ciclo de transmissão
ocorre do seguinte modo:
1 - A fêmea do mosquito
deposita seus ovos.
2 - As larvas vivem na
água por cerca de uma semana.
3 - Após este período
transforma-se em mosquitos adultos prontos para
picar as pessoas.
4 - O Aedes Aegypti procria
em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue vive em média 45 dias.
5- Uma vez que o
indivíduo é picado a doença se manifesta, sendo mais comum durante o período de
cinco a seis dias.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
E a chuva continua...
O Rio Sete Voltas, na Linha Cascata, também foi impactado com a chuva já nas primeiras horas desta sexta-feira (10/05).
Confira no vídeo do aluno-repórter Adelar Júnior
Confira no vídeo do aluno-repórter Adelar Júnior
sexta-feira, 29 de março de 2019
Mais de 30% da soja do Estado já está colhida
Segundo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na quinta-feira (28/03), a colheita da soja avançou em todo o Estado e já atinge 32% da área, com 40% madura e por colher, 26% das lavouras estão em enchimento de grãos e, em virtude do plantio da safrinha, 2% da área de soja está em floração.
A produção varia de acordo com a variedade implantada e a época de semeadura. A produtividade obtida na semana varia de 2.700 a 4.380 kg/ha, segundo relatos de produtores das regiões Fronteira Noroeste e Missões.
terça-feira, 26 de março de 2019
Colheita da soja a todo vapor
Dos 689.650 hectares cultivados com soja, nas regiões Fronteira Noroeste e Missões, conforme a Emater/RS-Ascar, 1% está desenvolvimento vegetativo, 3% em florescimento, 32% em enchimento de grãos, 45% madura e 18% das áreas já foram colhidas.
Crédito da foto: Kelly Vanessa Riske
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