quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Saiba mais sobre a lagarta do cartucho

 


Conhecida popularmente como lagarta do cartucho a Spodoptera frugiperda é uma das principais pragas da cultura do milho. A lagarta é um inseto polífago, capaz de se alimentar de diversos tipos de plantas e apresenta enorme potencial de dano.

Segundo a Embrapa, entre os motivos para sua presença está o aumento do uso de variedades de soja transgênicas, resistentes às principais espécies e lagartas, o que faz com que muitos agricultores não realizam o manejo químico, favorecendo a infestação das espécies do gênero Spodoptera, em especial a frugiperda.

A lagarta do cartucho ataca principalmente as estruturas reprodutivas da planta e também hastes, plântulas e pecíolos. Presente em todas as regiões produtoras, ataca lavouras de milho, algodão, couve-flor, mandioca, pastagem e trigo.  

Para diferenciar a lagarta do cartucho de outras lagartas o produtor deve ficar atento a algumas características. Em primeiro lugar, observe se a lagarta tem a cabeça escura com uma marca clara em formato de “Y” de cabeça para baixo na fronte. Outra característica peculiar é que ao longo do corpo o inseto possui um padrão de quatro pontos elevados, quando visto de cima. No penúltimo segmento do corpo apresenta quatro pontos escuros, que formam um quadrado. Na região torácica, a praga possui três pares de pernas e outros cinco pares de falsas-pernas no abdome. Se não controlada, a praga pode chegar a 50mm.

Outro aspecto relevante é que seus ovos têm coloração verde-clara e tornam-se alaranjados com o tempo.

Além de destruir o cartucho das plantas, as lagartas dessa espécie raspam e perfuram as folhas e danificam também as espigas. Os ataques ocorrem próximo à época de florescimento e se intensificam em épocas secas.

 

Com informações das alunas-repórteres Estefani Knaesel e Sarah Schulz

 

Fotos do Milho: Roberto Racho/ Mimara

 



 

 

 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

PRECISAMOS FALAR SOBRE DENGUE


É um tema que ressurge anualmente quando o número de casos aumenta. No entanto, podemos e devemos agir antes disso acontecer.

A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos que ocorre em áreas tropicais e subtropicais. Pessoas infectadas com o vírus pela segunda vez têm um risco significativamente maior de desenvolver doença grave.

Os sintomas são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e articulares. Em casos graves, há hemorragia intensa e choque hemorrágico (quando uma pessoa perde mais de 20% do sangue ou fluido corporal), o que pode ser fatal.

As pessoas infectadas pela dengue podem ter outros sintomas também como dores locais nos músculos, atrás dos olhos, costas, no abdômen ou ossos; dor forte nas articulações; febre, fadiga, mal-estar, perda de apetite, tremor ou suor. Também são comuns queixas como dor de cabeça, manchas avermelhadas ou náusea.

Para não passar por isso, o melhor é prevenir. Saiba como:

ü  - Utilize repelente;

ü  - Deixar a caixa d'água bem tampada;

ü  - Deixar as lixeiras bem tampadas;

ü  - Limpar as calhas;

ü  - Cobrir piscinas;

ü  - Livrar-se de objetos que deixam a água acumulada;

ü  - Atenção ao acúmulo de água da chuva em locais onde possa permanecer parada;

ü  - Virar vasilhas, evitando que a água fique parada.

ATENÇÃO: O mosquito possui hábitos diurnos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante reforçar a atenção nesse período.

 

Por alunas-repórteres: Letícia Taís Hein e Luana Eduarda Schultz 

 



 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Conheça alguns benefícios da aveia



 

A aveia possui diversas finalidades e benefícios.  Proporciona uma alta reciclagem de nutrientes do solo, além de promover o equilíbrio microbiológico, descompactação e facilitar o controle das ervas daninhas para a cultura do verão.

Outra vantagem é a adaptação climática da aveia, possuindo tolerância ao frio e a geadas, por ser um pasto próprio para o inverno. O ciclo da cultura é muito variável, de 120 a mais de 150 dias, dependendo da espécie cultivada e da época da semeadura.

A época de semeadura é de março a julho e o principal sistema utilizado é o plantio direto.

Algumas formas de aproveitamento da aveia são o uso de grãos para consumo humano, consumo animal, formação de pastagem de inverno para pastoreio ou elaboração de feno e de silagem. Também é uma opção interessante para cobertura de solo e adubação.

Texto e fotos: Aluna repórter Ana Luísa Bubans 


 

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terça-feira, 26 de julho de 2022

Importância da pastagem na atividade leiteira


Na propriedade da Araci Laurene Seidel, localizada na Linha Das Flores, interior de Santa Rosa, existem cerca de dois hectares de pastagem.

O alimento que está sendo usado para o trato das vacas leiteiras é a pastagem de aveia e azevém, semeada por volta da metade do mês de abril. Foi adubada com quatro cargas de esterco de porco, cinco sacos de adubo e cinco de ureia. Nove vacas pastoreiam diariamente.

Como é feito o rodizio de pastagem assim, num sistema de pastoreio rotativo, já é a terceira vez que as vacas pastam ali.

A boa nutrição das vacas é um dos pontos principais para o sucesso da atividade leiteira. Segundo a Emater/RS-Ascar sistema adotado por 91% dos produtores de leite dos 45 municípios de abrangência, na região administrativa de Santa Rosa, é à base de pato, com pastagens de verão, inverno, anuais e perenes. Neste sistema destaca-se o pastoreio rotativo, onde as vacas circulam de um piquete a outro, permanecendo um dia ou mais, conforme o manejo da propriedade, com até sete vacas/ha.

São diversos os benefícios produtivos deste sistema, entre eles, melhoria na qualidade do leite, maior produção e produtividade na cadeia produtiva do leite, atingindo objetivos sociais nas propriedades, como menor esforço físico e de mão-de-obra, trazendo mais lucro e controle sanitário na atividade


 

Por aluno-repórter Yuri Patrique Seidel 

 

 




 

 

 

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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Trigo avança em seu desenvolvimento vegetativo na região


 

Com a efetivação da semeadura do mais importante cereal de inverno, a área cultivada com o trigo chegou a 291.750 hectares nos 45 municípios de abrangência da Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Santa Rosa.

Na propriedade de Neri Assenheimer, localizada no município de Santa Rosa, o plantio ocorreu nos primeiros dias de junho. Antes e após o plantio choveram cerca de 20 mm, o que ajudou no desenvolvimento da planta.

Foram utilizados 150 kg de trigo por hectare e na adubação foram utilizados cinco sacos de adubo mais um saco e meio uréia na primeira cobertura. Na segunda cobertura será utilizado a mesma quantidade de uréia.

Também já foi utilizado herbicidas para controlar as folhas estreitas e para as folhas largas.

A expectativa é de colher 50 sacas por hectare.

 

Por aluno-repórter Mateus Leandro Assenheimer

 

(Fotos Guilherme Grossman)